Copa 20265 min de leitura·17 de junho de 2026

Messi será o melhor 'até quando quiser', diz Scaloni após estreia

Lionel Messi brilhou na estreia da Argentina na Copa 2026 com hat-trick contra a Argélia. Scaloni elogiou o craque de 38 anos. Confira a análise completa.


Messi será o melhor 'até quando quiser', diz Scaloni após atuação histórica na Copa 2026

Lionel Messi segue desafiando o tempo. Na estreia da Argentina na Copa do Mundo de 2026, o camisa 10 foi o grande protagonista da vitória por 3 a 0 sobre a Argélia, marcando um hat-trick que reafirmou seu status como um dos maiores jogadores da história do futebol. Após a partida, o técnico Lionel Scaloni não economizou nos elogios e cravou: Messi será o melhor "até quando quiser".

A declaração do treinador argentino repercutiu no mundo inteiro e reacendeu o debate sobre a longevidade impressionante de um atleta que, aos 38 anos, continua decisivo nos maiores palcos do futebol mundial.

Hat-trick histórico e recordes quebrados

A atuação de Messi contra a Argélia não foi apenas mais uma exibição de gala — foi uma noite para os livros de história. Com os três gols marcados, o craque argentino alcançou marcas que consolidam ainda mais seu legado no futebol.

Em primeiro lugar, Messi se tornou o primeiro jogador da história a disputar seis edições de Copa do Mundo. Sua trajetória em Mundiais começou na Alemanha, em 2006, quando ainda era um jovem prodígio de 18 anos, e agora se estende até 2026, em uma edição realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Ao longo dessas seis participações, Messi viveu de tudo: frustrações em finais, críticas por não render na seleção o que rendia no Barcelona, até a redenção gloriosa no Qatar, em 2022, quando finalmente ergueu o troféu mais cobiçado do futebol.

Além disso, o hat-trick permitiu que Messi igualasse o recorde de gols em Copas do Mundo de Miroslav Klose, que detinha a marca de 16 gols em Mundiais. Considerando que a fase de grupos ainda está em andamento, existe a possibilidade real de que o argentino supere o alemão e se torne o maior artilheiro da história das Copas — mais um recorde que parecia inalcançável há poucos anos.

Os números de Messi em Copas do Mundo

  • 2006 (Alemanha): 1 gol
  • 2010 (África do Sul): 0 gols
  • 2014 (Brasil): 4 gols
  • 2018 (Rússia): 1 gol
  • 2022 (Qatar): 7 gols
  • 2026 (EUA/Canadá/México): 3 gols (até o momento)

A evolução dos números mostra como Messi amadureceu na competição. Se nas primeiras edições havia a cobrança por um desempenho abaixo do esperado, as últimas Copas comprovaram que o craque encontrou seu melhor futebol justamente na fase mais madura da carreira.

Scaloni e a relação de confiança com Messi

A frase de Lionel Scaloni — de que Messi será o melhor "até quando quiser" — não é apenas um elogio pontual. Ela reflete uma relação de profunda confiança e respeito mútuo construída ao longo de anos de trabalho conjunto na seleção argentina.

Scaloni assumiu o comando da Argentina em 2018, em um momento de crise, após a eliminação nas oitavas de final da Copa da Rússia. Desde então, o treinador construiu um projeto sólido que teve Messi como peça central, mas nunca como dependência exclusiva. A conquista da Copa América de 2021, da Finalíssima em 2022 e, claro, da Copa do Mundo no Qatar formaram uma sequência de títulos que elevou a Argentina ao patamar de uma das seleções mais vitoriosas da história recente.

O mérito de Scaloni está justamente em ter criado um ambiente tático e emocional que permitiu a Messi render no mais alto nível. O técnico soube dosar a carga de jogos do camisa 10, adaptou o esquema da equipe para potencializar suas qualidades e, acima de tudo, blindou o craque de pressões externas. Em troca, Messi retribuiu com atuações decisivas nos momentos mais importantes.

A declaração após a estreia na Copa de 2026 também carrega um recado implícito: enquanto Messi quiser jogar, ele terá espaço na seleção argentina. Não há prazo de validade para a genialidade.

O que esperar da Argentina no restante do torneio

A goleada sobre a Argélia na estreia coloca a Argentina em posição confortável no grupo, mas o torneio ainda é longo. A seleção de Scaloni deve enfrentar os próximos compromissos da fase de grupos com a mesma intensidade, buscando garantir a classificação antecipada e, se possível, poupar jogadores-chave — especialmente Messi, cuja gestão física é essencial para que ele chegue inteiro às fases eliminatórias.

A Argentina chega a esta Copa como uma das grandes favoritas ao título, não apenas pelo elenco talentoso, mas pela maturidade competitiva adquirida nos últimos anos. A base da equipe campeã em 2022 segue presente, com nomes como Enzo Fernández, Julián Álvarez e Rodrigo De Paul compondo um meio-campo de altíssimo nível. A experiência acumulada em finais e jogos decisivos é um diferencial que poucos rivais podem igualar.

Porém, como toda Copa do Mundo, o caminho está repleto de incertezas. Seleções europeias como França, Inglaterra e Alemanha também apresentam elencos fortes, e o formato expandido do torneio com 48 seleções traz mais jogos e mais desgaste físico — fator que pode pesar especialmente para atletas veteranos como Messi.

Messi aos 38 anos: inspiração para o esporte

Para além dos números e dos recordes, a atuação de Messi aos 38 anos é uma fonte de inspiração que transcende o futebol. Em uma era em que a longevidade atlética é cada vez mais valorizada, o argentino demonstra que a combinação de talento natural, inteligência tática, disciplina profissional e paixão pelo esporte pode estender carreiras muito além do que se considerava possível.

Casos como o de Cristiano Ronaldo, LeBron James e Tom Brady já mostraram que atletas de elite podem competir em altíssimo nível após os 35 anos. Messi se insere nesse grupo seleto e, em muitos aspectos, o supera — afinal, poucos conseguiram manter o nível de decisão e brilhantismo individual em uma Copa do Mundo com quase 39 anos de idade.

Sua presença em campo também é um presente para os torcedores e para uma nova geração de fãs que tem a oportunidade de assistir ao vivo a um jogador que, quando pendurar as chuteiras, será lembrado como um dos maiores — senão o maior — de todos os tempos.

Conclusão

A estreia da Argentina na Copa do Mundo de 2026 foi um espetáculo protagonizado por Lionel Messi, que com seu hat-trick contra a Argélia reafirmou por que é considerado o melhor jogador do mundo há quase duas décadas. As palavras de Scaloni sintetizam o sentimento de quem acompanha o futebol: Messi será o melhor até quando quiser. Com recordes igualados e novos marcos históricos, o camisa 10 segue escrevendo os capítulos finais de uma carreira incomparável. Acompanhe conosco os próximos jogos da Argentina e toda a cobertura da Copa 2026 — a história ainda está sendo escrita.

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