Com gol de Messi, Argentina bate Islândia em último teste para a Copa
Messi voltou de lesão, marcou gol e liderou a Argentina na vitória sobre a Islândia no último amistoso antes da Copa 2026. Confira a análise completa.

Messi volta, marca e dá confiança à Argentina antes da Copa do Mundo
A Argentina encerrou sua preparação para a Copa do Mundo de 2026 com uma vitória sobre a Islândia em amistoso disputado como último teste antes do início do torneio. O grande destaque ficou por conta de Lionel Messi, que retornou aos gramados após período afastado por lesão, balançou as redes e mostrou que está pronto para mais uma edição do Mundial.
O resultado positivo e, principalmente, a presença de Messi em campo trazem alívio e otimismo para a torcida argentina, que acompanhava com apreensão a recuperação do craque. A partida serviu como termômetro importante para o técnico Lionel Scaloni definir os últimos ajustes táticos e avaliar as condições físicas do elenco antes da estreia na Copa.
De acordo com informações da Gazeta Esportiva, Messi entrou em campo, participou ativamente das jogadas ofensivas e coroou sua atuação com um gol — um sinal claro de que a lesão ficou para trás e de que o camisa 10 pretende deixar sua marca também nesta Copa.
O significado do retorno de Messi para a seleção argentina
Não é exagero dizer que a presença de Messi muda completamente o patamar da Argentina. Mesmo aos 38 anos, o astro segue sendo o principal referência técnica e emocional da equipe. Sua capacidade de decisão em momentos cruciais é um ativo que poucos jogadores na história do futebol conseguiram manter por tanto tempo.
A lesão que o afastou dos gramados nas semanas anteriores gerou preocupação legítima. Em competições de alto nível como a Copa do Mundo, a condição física é determinante, e qualquer limitação pode comprometer não apenas o rendimento individual, mas toda a dinâmica coletiva. Por isso, vê-lo não apenas em campo, mas marcando gol e demonstrando mobilidade, foi um recado poderoso tanto para os companheiros quanto para os adversários.
Vale lembrar que Messi chega a esta Copa do Mundo como atual campeão mundial, após liderar a Argentina na conquista épica no Qatar em 2022. A expectativa é de que esta seja, muito provavelmente, sua última participação em Copas, o que torna cada jogo ainda mais significativo para o jogador e para o futebol mundial como um todo.
O que a vitória sobre a Islândia revelou
Amistosos de preparação nem sempre refletem o que acontecerá na competição oficial, mas oferecem pistas valiosas. A vitória sobre a Islândia, uma seleção conhecida por seu estilo organizado e defensivo, permitiu à Argentina trabalhar alguns aspectos importantes:
- Reintegração de Messi ao esquema tático: Scaloni pôde observar como o time se comporta com o craque de volta ao time, ajustando movimentações e padrões de jogo.
- Ritmo de jogo: para Messi, que vinha de período sem atuar, o amistoso foi fundamental para recuperar o ritmo competitivo antes da estreia no Mundial.
- Confiança coletiva: uma vitória no último compromisso antes da Copa eleva o moral do grupo e reforça a mentalidade vencedora que caracteriza esta geração argentina.
- Avaliação física do elenco: o corpo técnico pôde fazer os últimos testes e verificar se todos os convocados estão em condições ideais para a competição.
A Argentina na Copa do Mundo de 2026: expectativas e cenários
A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, promete ser um evento histórico — a primeira edição com 48 seleções participantes. O novo formato traz desafios logísticos e competitivos inéditos, com mais jogos e uma fase de grupos ampliada.
A Argentina chega ao torneio como uma das grandes favoritas ao título. Além do status de atual campeã mundial, a seleção de Scaloni ostenta um elenco talentoso e experiente, que inclui nomes consolidados no mais alto nível do futebol europeu e sul-americano.
No entanto, o caminho até o título não será simples. Algumas questões seguem em aberto:
- A condição física de Messi ao longo do torneio: embora o amistoso contra a Islândia tenha sido animador, a Copa exige sequência de jogos em curto intervalo de tempo. Será fundamental dosar a utilização do craque para que ele esteja inteiro nos momentos decisivos.
- Profundidade do elenco: com o formato expandido, a Argentina pode precisar de mais jogos para chegar à final. A rotação e a qualidade do banco de reservas serão fatores determinantes.
- Adversários de peso: seleções como França, Inglaterra, Alemanha, Brasil e Espanha também chegam com ambições legítimas de título, o que torna qualquer projeção incerta.
O legado de Messi em Copas do Mundo
Independentemente do que aconteça na Copa de 2026, Messi já construiu um legado incomparável em Mundiais. A trajetória do argentino em Copas é marcada por momentos de genialidade, frustrações superadas e, finalmente, a consagração máxima em 2022.
Uma breve retrospectiva:
- 2006 (Alemanha): estreia precoce aos 18 anos, com gol marcado na fase de grupos.
- 2010 (África do Sul): líder técnico da equipe, mas eliminação nas quartas de final.
- 2014 (Brasil): levou a Argentina à final, recebeu a Bola de Ouro do torneio, mas perdeu o título para a Alemanha.
- 2018 (Rússia): eliminação nas oitavas de final diante da França.
- 2022 (Qatar): a redenção definitiva, com o título mundial conquistado em uma final histórica contra a França.
Se esta for realmente a despedida de Messi das Copas, o futebol mundial estará assistindo aos últimos capítulos de uma das maiores carreiras de todos os tempos na maior competição do esporte.
O que esperar da Argentina nos próximos dias
Com o amistoso contra a Islândia encerrado, a Argentina agora deve direcionar todo o foco para a estreia na Copa do Mundo de 2026. O técnico Scaloni terá os últimos dias de preparação para definir a escalação titular e fazer os ajustes finais no plano de jogo.
O retorno de Messi em alto nível é, sem dúvida, a melhor notícia possível para os argentinos neste momento. A combinação de experiência, talento individual e uma equipe bem estruturada coloca a Argentina entre as principais candidatas ao bicampeonato mundial consecutivo — um feito que apenas a Itália (1934-1938) e o Brasil (1958-1962) conseguiram na história das Copas.
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