Seleção5 min de leitura·06 de junho de 2026

Cafu minimiza preocupação com laterais na Seleção e valoriza jovens

Cafu elogiou Danilo e Wesley e pediu paciência com jovens laterais da Seleção Brasileira às vésperas da Copa 2026. Confira a análise completa.


Cafu sai em defesa dos laterais da Seleção Brasileira

A posição de lateral sempre ocupou lugar de destaque na história do futebol brasileiro. De Nilton Santos a Roberto Carlos, passando pelo próprio Cafu, o Brasil se acostumou a ter referências mundiais nessa função. Nos últimos anos, porém, a carência de nomes consolidados nas laterais da Seleção tem gerado debate entre torcedores e especialistas. Em entrevista concedida à Gazeta Esportiva, o maior lateral-direito da história do futebol brasileiro decidiu se posicionar sobre o assunto — e foi direto ao ponto.

Capitão do pentacampeonato mundial em 2002, Cafu minimizou a preocupação em torno das laterais da equipe comandada por Carlo Ancelotti. O ídolo elogiou nomes como Danilo e Wesley, destacou a importância de dar tempo e confiança aos jovens convocados e traçou um paralelo interessante entre o trabalho do treinador italiano e o que Luiz Felipe Scolari fez antes da conquista no Japão e na Coreia do Sul.

Danilo e Wesley: experiência e juventude em equilíbrio

Um dos pontos centrais da fala de Cafu foi a valorização do equilíbrio entre experiência e renovação. Ao citar Danilo, o ex-jogador reconheceu a bagagem do lateral que acumulou anos de alto nível em clubes europeus de primeira prateleira, como Real Madrid e Juventus. Para Cafu, a vivência em competições de altíssimo nível dá a Danilo uma maturidade tática que pode ser decisiva em uma Copa do Mundo.

Já ao falar de Wesley, Cafu adotou um tom de entusiasmo com o potencial do jovem jogador. O pentacampeão ressaltou que o Brasil sempre produziu laterais de qualidade e que a nova geração precisa apenas de oportunidade e paciência para se firmar. Segundo ele, cobrar maturidade imediata de atletas jovens pode ser contraproducente e prejudicar o desenvolvimento natural desses talentos.

Essa visão de Cafu reflete uma realidade que se repete ao longo da história da Seleção. Muitos jogadores que se tornaram ícones em Copas do Mundo passaram por períodos de questionamento antes de atingir seu auge. O próprio Cafu, por exemplo, precisou de tempo e sequência para se consolidar como titular absoluto da lateral direita, processo que se estendeu por mais de uma Copa.

A comparação entre Ancelotti e Felipão

Outro ponto que chamou atenção na entrevista foi a comparação que Cafu fez entre o trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Seleção e o de Luiz Felipe Scolari antes da Copa de 2002. Na visão do ex-lateral, existem semelhanças importantes entre os dois momentos.

Cafu lembrou que, às vésperas do Mundial do Japão e da Coreia do Sul, a Seleção de Felipão também enfrentava questionamentos. Havia dúvidas sobre a convocação, sobre o esquema tático e sobre a capacidade do grupo de competir pelo título. O cenário de ceticismo, segundo o pentacampeão, guarda paralelos com o que se vê atualmente em relação à equipe de Ancelotti.

Para Cafu, o treinador italiano tem demonstrado capacidade de montar um grupo coeso e de fazer escolhas técnicas bem fundamentadas. O ex-jogador destacou que Ancelotti é um dos técnicos mais vitoriosos da história do futebol mundial, com múltiplos títulos da Champions League e experiência em gerir elencos repletos de grandes estrelas. Essa bagagem, na avaliação de Cafu, credencia o italiano a encontrar soluções para as eventuais carências do elenco.

A comparação é relevante porque contextualiza o momento atual. Em 2002, a desconfiança se transformou em celebração com a conquista do pentacampeonato. Cafu parece sugerir que o mesmo pode acontecer em 2026, desde que haja confiança no trabalho e nos profissionais envolvidos.

O contexto das laterais no futebol brasileiro atual

A preocupação com as laterais da Seleção não é infundada. Nos últimos ciclos de Copa do Mundo, o Brasil não contou com laterais que se aproximassem do nível técnico e da regularidade de nomes como Cafu, Roberto Carlos ou Maicon em seus melhores momentos. Essa lacuna ficou evidente em competições recentes, nas quais a Seleção sofreu justamente pelos lados do campo.

No entanto, é preciso reconhecer que o futebol contemporâneo transformou a função do lateral. Hoje, espera-se que o jogador dessa posição tenha capacidade de atuar como ala ofensivo, como construtor de jogadas e, em muitos sistemas, até como meio-campista invertido. Essa evolução tática elevou o nível de exigência sobre os laterais e tornou a comparação com gerações anteriores ainda mais complexa.

Além de Danilo e Wesley, outros nomes do futebol brasileiro têm aparecido no radar da comissão técnica. A busca por laterais que combinem solidez defensiva e contribuição ofensiva segue como um dos desafios de Ancelotti na montagem do elenco que deve representar o Brasil na Copa do Mundo de 2026, prevista para ser realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.

O que esperar para a Copa de 2026

Com o Mundial se aproximando, a definição dos laterais titulares ainda deve passar por ajustes. Ancelotti terá os próximos meses e os amistosos preparatórios para testar opções e consolidar suas escolhas. O posicionamento de Cafu serve como um lembrete importante: a construção de um time campeão raramente acontece sem turbulências no caminho.

Historicamente, as Seleções Brasileiras que conquistaram títulos mundiais passaram por momentos de dúvida e reconstrução. O que diferenciou os grupos vitoriosos foi justamente a capacidade de superar adversidades, confiar no processo e chegar ao torneio com um coletivo afinado — independentemente de ter ou não o melhor jogador de cada posição individualmente.

Conclusão

A opinião de Cafu carrega o peso de quem viveu três Copas do Mundo como titular e ergueu o troféu mais cobiçado do futebol. Ao minimizar a preocupação com as laterais e valorizar o potencial dos jovens convocados, o pentacampeão reforça a importância da paciência, da confiança no trabalho de Ancelotti e do respeito ao processo de amadurecimento dos atletas. Com a Copa de 2026 no horizonte, o torcedor brasileiro pode encontrar nas palavras do ídolo motivos para manter o otimismo — sem deixar de acompanhar de perto cada passo da Seleção nessa caminhada. Continue acompanhando nosso blog para ficar por dentro de todas as novidades sobre a Seleção Brasileira e a preparação para o Mundial.

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