Josimar vê carência nas laterais da Seleção de Ancelotti: "Problema muito sério"
Melhor lateral da Copa de 1986, Josimar critica falta de opções nas laterais da Seleção Brasileira e alerta Ancelotti sobre problema grave. Confira a análise.

Josimar aponta escassez de laterais como desafio crítico para Ancelotti
Considerado o melhor lateral da Copa do Mundo de 1986, no México, Josimar não escondeu sua preocupação com a situação atual das laterais da Seleção Brasileira. Em entrevista recente, o ex-jogador classificou a falta de opções na posição como um "problema muito sério" para o técnico Carlo Ancelotti, que comanda o Brasil na preparação para a Copa do Mundo de 2026.
A declaração de Josimar reacende um debate que já vem incomodando torcedores e analistas há algum tempo: o Brasil, historicamente reconhecido por produzir laterais de altíssimo nível — como Cafu, Roberto Carlos, Mauro Silva, Daniel Alves e Marcelo —, enfrenta hoje uma escassez preocupante de especialistas na posição.
Para Josimar, o cenário atual obriga a comissão técnica a recorrer a improvisos, como escalar zagueiros de ofício pelos lados do campo. Essa adaptação, segundo o ex-lateral, compromete tanto a solidez defensiva quanto a capacidade ofensiva da equipe, dois atributos que sempre foram marcas registradas dos laterais brasileiros em Copas do Mundo.
A crítica ao improviso e a falta de especialistas
Um dos pontos mais enfáticos da análise de Josimar é a crítica à necessidade de improvisar jogadores nas laterais. Ao longo dos últimos ciclos da Seleção Brasileira, não foram raras as vezes em que zagueiros foram deslocados para atuar como laterais-direitos ou laterais-esquerdos, seja por falta de opções de alto nível, seja por opção tática dos treinadores.
O problema desse tipo de improviso, como Josimar bem destaca, é que um zagueiro adaptado na lateral tende a ter características diferentes de um lateral nato. Enquanto o especialista na posição é treinado desde a base para combinar projeção ofensiva, cruzamentos precisos e retorno defensivo rápido, o zagueiro improvisado costuma priorizar o posicionamento defensivo, mas perde em profundidade e amplitude no ataque.
Na prática, isso significa que a Seleção Brasileira pode perder uma de suas armas históricas mais poderosas: a superioridade numérica pelas laterais do campo, que sempre foi um diferencial tático do futebol brasileiro em competições internacionais.
Para Carlo Ancelotti, que assumiu o comando da Seleção com a missão de devolver o Brasil ao topo do futebol mundial, encontrar soluções para essa carência é uma das tarefas mais urgentes. O treinador italiano, reconhecido por sua capacidade de gestão de elenco e adaptação tática, precisará avaliar cuidadosamente as opções disponíveis no futebol brasileiro e europeu para montar laterais competitivas para a Copa de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
Exemplos históricos que reforçam a preocupação
Basta olhar para o passado recente para entender a dimensão do problema. Na Copa de 2022, no Catar, a Seleção já enfrentou dificuldades para encontrar laterais que combinassem segurança defensiva com poder ofensivo no mais alto nível. Nas eliminatórias sul-americanas para 2026, a questão continuou presente, com diferentes jogadores sendo testados sem que nenhum se firmasse como titular absoluto e inquestionável.
Quando comparamos com gerações anteriores — que contavam com nomes como Cafu e Roberto Carlos na Copa de 2002, ou Maicon e Marcelo em 2010 —, a diferença de qualidade e profundidade no setor fica evidente. Josimar, que viveu a experiência de ser protagonista em uma Copa do Mundo justamente atuando pela lateral, tem propriedade de sobra para fazer essa análise.
A memória afetiva da Copa América de 1989 e a conexão com Vozinha
Além da análise sobre o presente, Josimar também aproveitou para relembrar com carinho um dos momentos mais marcantes de sua carreira: a conquista da Copa América de 1989. O torneio, disputado no Brasil, representou o fim de um longo jejum da Seleção na competição continental e ficou marcado na memória do ex-lateral como uma experiência de imensa felicidade.
Josimar destacou o orgulho de ter contribuído para levar alegria ao torcedor brasileiro, reforçando que vestir a camisa da Seleção sempre foi, para ele, uma honra e uma responsabilidade. A Copa América de 1989 foi a primeira conquista do Brasil no torneio desde 1949, o que torna a dimensão daquele título ainda mais significativa na história do futebol nacional.
A curiosa homenagem de Vozinha, sensação de Cabo Verde
Um dos aspectos mais curiosos e emocionantes revelados na entrevista de Josimar é a sua ligação com o goleiro Vozinha, destaque da seleção de Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026. Segundo relatos, Vozinha recebeu esse nome em homenagem ao próprio Josimar, evidenciando o alcance e a influência que o ex-lateral brasileiro teve além das fronteiras do país.
Cabo Verde, que disputa sua primeira Copa do Mundo em 2026, tem em Vozinha um de seus principais jogadores e uma das histórias mais bonitas do torneio. A conexão entre o goleiro cabo-verdiano e o lateral brasileiro de 1986 adiciona uma camada humana e emocional à narrativa do futebol, mostrando como o esporte é capaz de criar laços que transcendem gerações e continentes.
Essa homenagem também reforça o legado de Josimar no futebol mundial. Na Copa de 1986, ele ficou conhecido por seus gols espetaculares — especialmente contra a Irlanda do Norte e a Polônia —, que o consagraram como o melhor lateral daquela edição do torneio. Décadas depois, seu nome continua inspirando jogadores ao redor do mundo.
O desafio de Ancelotti e o caminho até a Copa de 2026
Com a Copa do Mundo de 2026 se aproximando, as palavras de Josimar servem como um alerta importante para a comissão técnica e para o futebol brasileiro como um todo. A formação de laterais de alto nível não é algo que se resolve da noite para o dia — exige investimento nas categorias de base, desenvolvimento tático específico e oportunidades em clubes de elite.
Para Ancelotti, o desafio será encontrar o equilíbrio entre as opções disponíveis, potencializando as qualidades dos jogadores que estiverem à disposição e, eventualmente, criando soluções táticas que minimizem as limitações do setor. O italiano já demonstrou ao longo de sua carreira, especialmente no Real Madrid, que é capaz de encontrar respostas criativas para problemas complexos de elenco.
A expectativa é que, nos próximos meses, Ancelotti defina suas preferências para as laterais e que jogadores brasileiros que atuam em grandes clubes da Europa e do Brasil tenham a oportunidade de se firmar na posição. O torcedor brasileiro, acostumado a ver laterais brilhantes com a camisa amarela, espera que a tradição não se perca.
Conclusão
A análise de Josimar, com toda a sua experiência e autoridade, joga luz sobre uma das questões mais delicadas da Seleção Brasileira atual. A carência de laterais de alto nível é um problema real e que pode impactar diretamente o desempenho do Brasil na Copa do Mundo de 2026. Ao mesmo tempo, a história do ex-lateral — dos gols inesquecíveis em 1986 à homenagem recebida por Vozinha — nos lembra da grandeza do futebol brasileiro e de sua capacidade de inspirar o mundo. Acompanhe nosso blog para ficar por dentro de todas as novidades sobre a Seleção Brasileira e a preparação para a Copa de 2026.
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