Copa 20265 min de leitura·19 de junho de 2026

Argentina vislumbra bicampeonato na sexta Copa do Mundo de Messi

Argentina estreia na Copa 2026 contra a Argélia buscando o bicampeonato mundial. Messi disputa sua 6ª Copa. Confira análise, expectativas e cenários.


Argentina vislumbra bicampeonato na sexta Copa do Mundo de Messi

A seleção argentina inicia sua caminhada na Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, com uma missão histórica: defender o título conquistado no Catar em 2022 e quebrar um jejum de mais de 60 anos sem um bicampeão mundial consecutivo. O adversário da estreia é a Argélia, que retorna ao cenário dos Mundiais com ambição e nomes de peso no elenco.

Para Lionel Messi, a partida marca mais um capítulo de uma trajetória incomparável: trata-se de sua sexta Copa do Mundo, um feito que pouquíssimos jogadores na história do futebol alcançaram. A expectativa é enorme, e o mundo inteiro estará de olho na Albiceleste.

O desafio do bicampeonato: por que é tão difícil?

Desde que o Brasil conquistou títulos consecutivos em 1958 e 1962, nenhuma seleção conseguiu repetir a façanha de vencer duas Copas do Mundo seguidas. A Itália tentou em 2010 e foi eliminada na fase de grupos. A Espanha, campeã em 2010, também decepcionou em 2014. A Alemanha, tetracampeã em 2014, sequer passou da primeira fase na Rússia em 2018. A França, campeã em 2018, chegou à final no Catar, mas foi superada justamente pela Argentina.

Esse histórico evidencia como o futebol moderno impõe dificuldades enormes para quem tenta manter a hegemonia. A pressão psicológica de ser o time a ser batido, o desgaste físico de ciclos longos e a evolução tática dos adversários são fatores que conspiram contra os campeões vigentes.

A Argentina de Lionel Scaloni, porém, apresenta argumentos sólidos para desafiar essa tendência. Desde a conquista da Copa América em 2021, passando pela Finalíssima contra a Itália em 2022, o título no Catar e a Copa América de 2024, a equipe construiu uma sequência de conquistas que a credencia como uma das seleções mais consistentes das últimas décadas.

Messi e sua sexta Copa: o crepúsculo de uma lenda

Aos 38 anos, Lionel Messi deve disputar o que tende a ser sua última Copa do Mundo. A trajetória do camisa 10 em Mundiais é marcada por altos e baixos que refletem a própria evolução do jogador e da seleção argentina:

  • Alemanha 2006: estreia precoce aos 18 anos, com gol e assistência, mas eliminação nas quartas de final.
  • África do Sul 2010: líder técnico da equipe de Maradona, porém sem gols e com eliminação dolorosa para a Alemanha por 4 a 0.
  • Brasil 2014: melhor jogador do torneio, levou a Argentina à final, mas amargou a derrota para a Alemanha na prorrogação.
  • Rússia 2018: Copa conturbada sob o comando de Jorge Sampaoli, com eliminação nas oitavas de final diante da França.
  • Catar 2022: a redenção definitiva. Messi conduziu a Argentina ao tricampeonato mundial em uma final épica contra a França, consolidando seu legado como um dos maiores da história.

Agora, em 2026, a pergunta que paira é: Messi terá condições físicas para manter o nível que o tornou decisivo no Catar? Segundo informações da imprensa esportiva, a comissão técnica de Scaloni deve administrar o desgaste do craque ao longo do torneio, possivelmente dosando seus minutos em campo, especialmente na fase de grupos.

Argentina x Argélia: o que esperar da estreia

A partida de estreia contra a Argélia promete ser um teste interessante para os argentinos. A seleção argelina retorna ao palco de uma Copa do Mundo com uma mescla de experiência e juventude. Entre os destaques do elenco, a imprensa tem apontado a presença de Riyad Mahrez, veterano que acumula passagens por grandes clubes europeus, e do goleiro Luca Zidane, filho do lendário Zinédine Zidane, que traz consigo a herança de uma família profundamente ligada à história do futebol franco-argelino.

Para a Argélia, o confronto contra os atuais campeões do mundo é uma oportunidade de mostrar ao planeta que pode competir no mais alto nível. A seleção africana tem tradição em surpreender favoritos — basta lembrar da campanha na Copa de 2014, quando passou da fase de grupos e deu trabalho para a própria Alemanha nas oitavas de final.

Do lado argentino, há relatos de dúvidas na escalação motivadas por problemas físicos de alguns jogadores. Scaloni, conhecido por sua capacidade de adaptação tática e por não se apegar a titularidades absolutas, deve avaliar as condições do elenco até o momento da partida para definir o time que entrará em campo.

Possíveis cenários táticos

A Argentina de Scaloni costuma atuar em um 4-3-3 flexível, que pode se transformar em um 4-4-2 dependendo da fase do jogo. A solidez defensiva, ancorada em zagueiros experientes e laterais com capacidade ofensiva, é uma das marcas da equipe. No meio-campo, a presença de jogadores com qualidade de passe e intensidade na marcação permite que a seleção domine a posse de bola sem abrir mão do equilíbrio.

A Argélia, por sua vez, tende a adotar uma postura mais cautelosa, possivelmente optando por um bloco médio-baixo para dificultar a criação argentina e apostar em transições rápidas, explorando a velocidade de seus atacantes.

O contexto histórico: Argentina e Argélia em Copas

O confronto entre Argentina e Argélia remete a um dos jogos mais memoráveis da história das Copas do Mundo. Na edição de 1982, na Espanha, a Argélia protagonizou uma das maiores zebras de todos os tempos ao derrotar a Alemanha Ocidental por 2 a 1 na fase de grupos. Embora o adversário naquela ocasião tenha sido a seleção alemã e não a argentina, o episódio ilustra o potencial de surpresa que as seleções africanas carregam consigo em Mundiais.

Argentina e Argélia já se enfrentaram em amistosos ao longo dos anos, mas um duelo em Copa do Mundo entre as duas seleções adiciona uma camada extra de significado e tensão competitiva.

O que está em jogo além do resultado

Para além dos três pontos em disputa, a estreia na Copa de 2026 carrega simbolismos importantes:

  • Para Messi: pode ser o início de sua despedida dos Mundiais, e uma boa estreia ajudaria a definir o tom emocional de toda a campanha.
  • Para a Argentina: uma vitória convincente reforçaria a confiança do grupo e enviaria uma mensagem clara aos concorrentes.
  • Para a Argélia: um resultado positivo contra os campeões do mundo seria transformador para a moral da equipe e para o futebol argelino como um todo.
  • Para o futebol mundial: a possibilidade de ver o primeiro bicampeão consecutivo em mais de seis décadas é um dos grandes enredos desta Copa.

Conclusão

A Argentina chega à Copa do Mundo de 2026 carregando o peso e o privilégio de ser a atual campeã. Com Messi em sua sexta e possivelmente última participação no torneio, a Albiceleste tem a chance de escrever um capítulo inédito na história moderna do futebol. A estreia contra a Argélia será o primeiro passo dessa jornada, e tanto torcedores quanto analistas estarão atentos a cada detalhe. Acompanhe nossa cobertura completa da Copa do Mundo de 2026 e fique por dentro de todas as análises, escalações e bastidores das seleções em busca do título mundial.

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