Quem pode substituir Paquetá na Seleção? Veja opções de Ancelotti
Lesão de Lucas Paquetá abre disputa no meio-campo do Brasil para as oitavas da Copa 2026. Confira as alternativas que Ancelotti pode escalar contra a Noruega.
A Copa do Mundo de 2026 está em pleno andamento e a Seleção Brasileira enfrenta um desafio inesperado antes das oitavas de final. A lesão de Lucas Paquetá, um dos principais nomes do meio-campo de Carlo Ancelotti, obriga o treinador italiano a repensar a formação para o confronto contra a Noruega, que está previsto para a próxima fase do torneio.
Paquetá vinha sendo peça fundamental na engrenagem tática do Brasil durante a fase de grupos, atuando como elo entre a criação e a marcação. Sua ausência representa não apenas a perda de qualidade técnica, mas também de liderança dentro de campo. Agora, Ancelotti precisa encontrar uma solução que mantenha o equilíbrio do time sem comprometer o potencial ofensivo.
A importância de Paquetá no esquema de Ancelotti
Desde que assumiu a Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti construiu um meio-campo que valoriza a versatilidade e a inteligência posicional. Lucas Paquetá se encaixou perfeitamente nessa proposta por ser um jogador capaz de:
- Participar da construção de jogadas desde o setor intermediário;
- Pressionar a saída de bola adversária com intensidade;
- Chegar à área para finalizar, funcionando como um meia-atacante em determinados momentos;
- Distribuir o jogo com passes verticais que aceleram as transições ofensivas.
Perder um atleta com esse perfil multifuncional é um golpe significativo, especialmente em uma fase eliminatória da Copa do Mundo, onde o nível de exigência sobe consideravelmente. A Noruega, adversária do Brasil nas oitavas, é um time que deve impor dificuldades físicas e táticas, o que torna a escolha do substituto ainda mais estratégica.
As opções no elenco: quem pode assumir a vaga?
De acordo com a Gazeta Esportiva, algumas alternativas se destacam no elenco convocado por Ancelotti. Cada uma delas oferece características distintas, e a escolha dependerá do plano de jogo que o treinador pretende adotar.
Danilo Santos
Danilo Santos aparece como uma das opções mais cogitadas para ocupar a vaga de Paquetá. Com perfil de meio-campista completo, ele pode oferecer equilíbrio entre as funções defensivas e ofensivas que o setor exige. Sua capacidade de cobertura e de transição pode ser determinante para manter a solidez do meio-campo brasileiro, especialmente contra uma equipe fisicamente forte como a Noruega.
Éderson
Éderson é outra alternativa que Ancelotti conhece bem. O volante se destaca pela intensidade na marcação, pela capacidade de recuperar bolas e pela consistência em jogos de alta pressão. Caso o treinador opte por uma abordagem mais cautelosa nas oitavas de final, Éderson pode ser a escolha ideal para dar segurança ao setor intermediário, mesmo que isso signifique abrir mão de parte da criatividade que Paquetá oferecia.
Neymar
A possibilidade de Neymar ocupar uma função mais centralizada no meio-campo também é ventilada. Embora tradicionalmente atue mais avançado, o camisa 10 tem experiência e qualidade técnica suficientes para desempenhar um papel de criação mais recuado. Essa movimentação, no entanto, exigiria ajustes táticos significativos, já que Neymar tende a atrair marcação e pode deixar espaços na região central se não houver cobertura adequada.
Por outro lado, contar com Neymar nessa posição poderia surpreender a Noruega, que provavelmente se preparará para enfrentá-lo nas pontas ou próximo da área.
Gabriel Martinelli
Gabriel Martinelli representa a opção mais ofensiva entre as alternativas. O atacante do Arsenal é conhecido pela velocidade, pela capacidade de drible e pelo poder de finalização. Se Ancelotti optar por Martinelli, é provável que promova uma mudança mais significativa no esquema tático, possivelmente adotando uma formação com mais jogadores de frente e delegando as funções de marcação a outros atletas do meio-campo.
Essa escolha faria sentido caso o Brasil precise buscar o jogo de forma mais agressiva, especialmente em um cenário de eliminação direta onde o gol pode definir a classificação.
Como Ancelotti pode montar o meio-campo?
A decisão de Ancelotti não se resume apenas a escolher um substituto direto. O treinador italiano é conhecido por sua capacidade de adaptação tática, e é possível que ele promova ajustes mais amplos na formação para compensar a ausência de Paquetá.
Alguns cenários possíveis incluem:
- Manutenção do esquema original com um substituto direto (Danilo Santos ou Éderson), priorizando o equilíbrio;
- Mudança para uma formação com três volantes, reforçando a marcação e apostando nos contra-ataques;
- Adoção de um esquema mais ofensivo, com Neymar centralizado e Martinelli aberto, buscando superioridade numérica no ataque;
- Rodízio durante a partida, começando com uma formação mais cautelosa e inserindo peças ofensivas ao longo do jogo.
O histórico de Ancelotti em grandes clubes europeus mostra que ele raramente faz mudanças radicais em momentos decisivos. O mais provável é que ele opte por uma solução que preserve a identidade tática da equipe, fazendo ajustes pontuais em vez de revolucionar o time.
O desafio contra a Noruega
A Noruega é uma seleção que deve exigir bastante do Brasil nas oitavas de final. Com jogadores de alto nível atuando em grandes ligas europeias, os noruegueses possuem força física, organização tática e capacidade de explorar transições rápidas.
Para o Brasil, a ausência de Paquetá pode ser sentida especialmente nos momentos em que a equipe precisar controlar o ritmo do jogo e impor sua posse de bola. Sem ele, o meio-campo brasileiro terá que encontrar novas formas de ditar o andamento da partida e criar espaços para os atacantes.
Conclusão
A lesão de Lucas Paquetá é, sem dúvida, uma adversidade significativa para a Seleção Brasileira nesta Copa do Mundo de 2026. No entanto, a profundidade do elenco e a experiência de Carlo Ancelotti em lidar com situações semelhantes em clubes de elite dão motivos para otimismo. Seja com Danilo Santos, Éderson, Neymar em função diferente ou Gabriel Martinelli em uma proposta mais ousada, o Brasil tem alternativas para manter a competitividade e buscar a classificação às quartas de final.
Acompanhe nosso blog para ficar por dentro de todas as novidades da Seleção Brasileira na Copa 2026, análises táticas e as decisões de Ancelotti para os próximos jogos do torneio.
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