Copa 20265 min de leitura·10 de junho de 2026

Pelé e Seleção de 1970 serão homenageados na abertura da Copa 2026

A cerimônia de abertura da Copa do Mundo 2026 no Estádio Azteca deve homenagear Pelé e a Seleção tricampeã de 1970. Saiba todos os detalhes.


A Copa do Mundo de 2026, que será realizada em três países — Estados Unidos, México e Canadá —, promete começar com uma carga emocional à altura da grandiosidade do evento. De acordo com informações divulgadas pela Gazeta Esportiva, a cerimônia de abertura do torneio deverá contar com uma homenagem especial a Pelé e à histórica Seleção Brasileira de 1970, tricampeã mundial, no icônico Estádio Azteca, na Cidade do México.

A escolha do local não poderia ser mais simbólica. Foi justamente no Azteca que o Brasil conquistou a taça Jules Rimet de forma definitiva, em 21 de junho de 1970, ao golear a Itália por 4 a 1 na final, com uma exibição considerada por muitos como a mais bonita da história das Copas do Mundo.

O Estádio Azteca como palco da história

O Estádio Azteca ocupa um lugar único no imaginário do futebol mundial. Inaugurado em 1966, o colosso mexicano é o único estádio do planeta a ter recebido duas finais de Copa do Mundo — em 1970 e em 1986 — e agora se prepara para protagonizar mais um capítulo histórico ao sediar o jogo de abertura da Copa de 2026.

A decisão de realizar a cerimônia inaugural no México carrega um peso simbólico enorme. É no gramado do Azteca que as memórias de Pelé driblando, criando e encantando o mundo se tornam quase palpáveis. A final de 1970, transmitida pela primeira vez em cores para grande parte do planeta, eternizou imagens que definem o próprio conceito de futebol-arte: o gol de cabeça de Pelé, a assistência sem olhar de Pelé para Carlos Alberto Torres no quarto gol, a defesa milagrosa de Gordon Banks na fase de grupos — tudo aquilo aconteceu naquele palco.

A homenagem prevista para a abertura do torneio deve resgatar essas memórias e apresentá-las para uma nova geração de torcedores. Embora os detalhes completos da cerimônia ainda não tenham sido oficialmente divulgados pela FIFA até o momento, a expectativa é de que o tributo envolva elementos visuais, musicais e a presença de ex-jogadores e familiares ligados àquela geração dourada.

Pelé: o Rei que transcende gerações

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, faleceu em 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, deixando um legado que ultrapassa qualquer estatística. Tricampeão mundial (1958, 1962 e 1970), autor de mais de mil gols na carreira, eleito o Atleta do Século pelo Comitê Olímpico Internacional — os números e títulos são apenas a superfície do impacto que Pelé teve no esporte.

Desde seu falecimento, diversas homenagens têm sido realizadas ao redor do mundo. O Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, passou a ser oficialmente denominado Estádio Rei Pelé. A FIFA e outras entidades esportivas têm promovido tributos em competições internacionais. A Copa de 2026 representa, portanto, a primeira edição do torneio após a morte do Rei, o que torna a homenagem ainda mais significativa e esperada.

Pelé sempre teve uma relação especial com o México. Foi lá que ele viveu alguns de seus momentos mais brilhantes em Copas do Mundo. Na edição de 1970, o camisa 10 brasileiro estava no auge de sua maturidade futebolística, liderando um elenco repleto de craques como Jairzinho, Tostão, Gérson, Rivelino e Carlos Alberto Torres.

A Seleção de 1970: o time perfeito

Falar da Seleção Brasileira de 1970 é falar do que muitos consideram o maior time de futebol de todos os tempos. Sob o comando do técnico Mário Jorge Lobo Zagallo — ele próprio bicampeão como jogador em 1958 e 1962 —, aquele Brasil reuniu talento individual, coletividade e uma filosofia ofensiva que revolucionou o esporte.

O caminho até a final foi avassalador:

  • Fase de grupos: vitórias sobre Tchecoslováquia (4 a 1), Inglaterra (1 a 0) e Romênia (3 a 2).
  • Quartas de final: goleada sobre o Peru por 4 a 2.
  • Semifinal: vitória sobre o Uruguai por 3 a 1, vingando o trauma do Maracanazo de 1950.
  • Final: triunfo categórico sobre a Itália por 4 a 1, com gols de Pelé, Gérson, Jairzinho e Carlos Alberto Torres.

Jairzinho entrou para a história como o único jogador a marcar gol em todas as partidas de uma edição de Copa do Mundo. Gérson orquestrava o meio-campo com passes cirúrgicos. Rivelino trazia potência e habilidade pela esquerda. Carlos Alberto Torres fechou a campanha com aquele que é frequentemente chamado de o gol mais bonito da história das Copas: uma jogada coletiva envolvendo praticamente todo o time, finalizada com um chute fulminante do lateral-direito.

A conquista do tricampeonato deu ao Brasil o direito de ficar em definitivo com a Taça Jules Rimet, que infelizmente foi roubada da sede da CBF em 1983 e nunca mais recuperada. Mas o legado daquele time permanece intacto na memória coletiva do futebol.

O significado da homenagem para o futebol brasileiro

A homenagem prevista para a abertura da Copa de 2026 chega em um momento importante para o futebol brasileiro. A Seleção Brasileira buscará na competição retomar o protagonismo mundial após um longo jejum de títulos — o último conquistado em 2002, na Copa da Coreia do Sul e do Japão.

Resgatar a memória de Pelé e da geração de 1970 é mais do que um gesto de nostalgia. É um lembrete do padrão de excelência que o futebol brasileiro já alcançou e uma inspiração para os jogadores que defenderão a camisa amarela no torneio. Para os torcedores, será uma oportunidade de reviver — ou conhecer pela primeira vez — a grandeza daquele time que encantou o mundo.

Além disso, a homenagem no Azteca reforça a conexão emocional entre o Brasil e o México no contexto do futebol. O estádio que testemunhou o ápice do futebol brasileiro será novamente palco de uma celebração da arte e da paixão que definem o esporte.

Para os sobreviventes daquela geração e para os familiares dos que já partiram — como o próprio Pelé, Carlos Alberto Torres (falecido em 2016) e outros —, o tributo deve representar um reconhecimento merecido e emocionante de suas contribuições ao esporte mais popular do planeta.

O que esperar da cerimônia de abertura

Ainda que os detalhes específicos da cerimônia de abertura não tenham sido integralmente revelados, é possível esperar que a FIFA prepare um espetáculo à altura da ocasião. Copas do Mundo anteriores mostraram que as cerimônias de abertura têm se tornado cada vez mais elaboradas, combinando elementos culturais dos países-sede com celebrações da história do futebol.

A presença de ex-jogadores da Seleção de 1970, como Jairzinho e Rivelino, seria um complemento natural e emocionante para a homenagem. Da mesma forma, familiares de Pelé poderiam participar do tributo, representando o legado do Rei do Futebol.

Conclusão

A homenagem a Pelé e à Seleção de 1970 na abertura da Copa do Mundo de 2026 tem tudo para ser um dos momentos mais emocionantes da história recente do futebol. O Estádio Azteca, palco daquela conquista mágica, receberá novamente os holofotes do mundo, desta vez para celebrar o legado de jogadores que transformaram o esporte em arte. Fique acompanhando nosso blog para conferir todas as novidades, análises e bastidores da Copa do Mundo de 2026 — o maior evento esportivo do planeta está chegando, e cada detalhe merece ser acompanhado de perto.

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