Copa 20265 min de leitura·10 de junho de 2026

Messi celebra convocação para sua sexta Copa e avisa rivais

Lionel Messi comemorou a convocação para a Copa 2026, sua sexta edição do Mundial, e projetou uma Argentina forte para buscar o tetracampeonato. Saiba mais.


Messi confirma presença na Copa 2026 e manda recado aos adversários

Lionel Messi, aos 38 anos, segue desafiando qualquer noção de limite no futebol mundial. Após a vitória da Argentina sobre a Argélia, o craque comentou publicamente sua convocação para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Será a sexta edição do torneio para o camisa 10, um feito que pouquíssimos jogadores na história conseguiram alcançar.

Em declarações após a partida, Messi não escondeu a felicidade por estar novamente entre os convocados e deixou um recado claro para os rivais: "Será muito difícil para os rivais", disse, demonstrando confiança na força do elenco argentino que conquistou o título mundial em 2022, no Catar.

A frase carrega o peso de quem sabe exatamente o que está dizendo. Messi não apenas lidera a seleção bicampeã do mundo e da Copa América, mas também vive uma fase consistente no Inter Miami, onde tem sido protagonista na MLS. A combinação de experiência, motivação e qualidade técnica faz dele uma peça central nos planos de Lionel Scaloni para o Mundial.

A trajetória de Messi em Copas do Mundo

Para entender a dimensão do que representa uma sexta Copa do Mundo para Messi, é preciso revisitar sua trajetória no torneio:

  • Alemanha 2006: Estreia precoce aos 18 anos, já mostrando lampejos de genialidade. Tornou-se o mais jovem argentino a marcar em Copas.
  • África do Sul 2010: Chegou como principal estrela da equipe, mas a Argentina foi eliminada nas quartas de final pela Alemanha, em uma goleada por 4 a 0.
  • Brasil 2014: O torneio mais marcante até então. Messi conduziu a Argentina até a final no Maracanã, onde a equipe perdeu para a Alemanha na prorrogação. Recebeu a Bola de Ouro da competição, embora o prêmio tenha sido controverso.
  • Rússia 2018: Uma campanha irregular, com eliminação nas oitavas de final para a França, que viria a ser campeã.
  • Catar 2022: A redenção definitiva. Messi liderou a Argentina ao título mundial em uma final épica contra a França, encerrando a maior lacuna de sua carreira ao levantar o troféu mais cobiçado do futebol.

Agora, em 2026, o objetivo é ainda mais ambicioso: o tetracampeonato mundial da Argentina, que igualaria a Alemanha e a Itália em número de títulos e ficaria atrás apenas do Brasil, pentacampeão.

A força do elenco argentino e o papel de Scaloni

Messi não está sozinho nessa missão. A base da seleção que venceu a Copa de 2022 segue amplamente disponível, e Lionel Scaloni construiu um grupo coeso que vai além da individualidade do seu principal jogador.

Nomes como Enzo Fernández, Julián Álvarez e Rodrigo De Paul continuam sendo peças fundamentais no meio-campo e no ataque. A zaga conta com opções experientes como Cristian Romero, enquanto Emiliano Martínez segue como referência na meta. Essa continuidade de grupo é um dos maiores trunfos da Argentina para o torneio.

Scaloni, por sua vez, tem demonstrado uma capacidade notável de gestão de elenco. O treinador sabe dosar as participações de Messi, preservando-o fisicamente sem abrir mão de sua influência tática e emocional dentro de campo. Essa administração inteligente pode ser decisiva em um Mundial que terá formato expandido, com 48 seleções e mais jogos até a final.

O desafio do novo formato

A Copa de 2026 será a primeira com 48 seleções participantes, o que significa mais partidas e um calendário mais exigente. Para um jogador de 38 anos, o gerenciamento físico será crucial. No entanto, a profundidade do elenco argentino permite que Scaloni faça rodízios estratégicos na fase de grupos, preservando Messi para os momentos decisivos do mata-mata.

Além disso, o fato de o torneio ser disputado nos Estados Unidos, México e Canadá pode beneficiar Messi. O craque já está adaptado ao clima, aos fusos horários e à infraestrutura norte-americana por conta de sua atuação no Inter Miami. Essa familiaridade com o ambiente pode representar uma vantagem sutil, mas relevante.

O que esperar da Argentina na Copa 2026

É importante ressaltar que a Copa do Mundo de 2026 ainda não começou, e muita coisa pode mudar até o pontapé inicial. Lesões, forma física e o próprio sorteio dos grupos são fatores que influenciarão diretamente as chances de cada seleção.

Dito isso, a Argentina chega ao torneio como uma das grandes favoritas, e com razão. A combinação de títulos recentes — Copa do Mundo 2022 e Copa América 2024 —, a manutenção do núcleo vencedor e a presença de Messi em sua despedida dos Mundiais criam um cenário de motivação máxima.

Entre os principais rivais que a Argentina deve encontrar pelo caminho, destacam-se:

  • França: Vice-campeã em 2022, com Mbappé como principal estrela.
  • Brasil: Em processo de renovação, mas sempre competitivo em Copas.
  • Inglaterra: Com uma geração talentosa que busca seu primeiro título desde 1966.
  • Espanha: Campeã da Liga das Nações e com elenco jovem e qualificado.
  • Alemanha: Jogando parcialmente em casa (em termos de estrutura) e buscando retomar o protagonismo.

A declaração de Messi sobre a dificuldade que os rivais terão não é mera bravata. É a constatação de quem conhece o nível do próprio elenco e sabe que a Argentina tem argumentos concretos para ser temida por qualquer adversário.

O legado em construção

Independentemente do que acontecer na Copa de 2026, Messi já consolidou seu lugar como um dos maiores jogadores de todos os tempos. Mas a possibilidade de encerrar sua trajetória em Mundiais com mais um título — o que seria histórico — adiciona uma camada extra de emoção e expectativa.

Para os fãs de futebol, assistir Messi em sua sexta Copa do Mundo é um privilégio. Jogadores raramente mantêm esse nível de competitividade por tanto tempo, e cada partida dele no torneio pode ser a última. Isso torna cada lance, cada assistência e cada gol ainda mais especiais.

A Argentina tem motivos de sobra para acreditar. Messi tem motivos de sobra para sonhar. E os rivais, como o próprio craque avisou, terão um desafio enorme pela frente.


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