Copa 20265 min de leitura·11 de junho de 2026

Castán vê Ibañez como solução para lateral direita do Brasil na Copa 2026

Ex-zagueiro Leandro Castán aposta em Ibañez na lateral direita da Seleção e confia no trabalho de Ancelotti na Copa 2026. Confira a análise completa.


Castán vê Ibañez como solução para lateral direita do Brasil na Copa 2026

A poucos dias da estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026, as discussões sobre a escalação da Seleção Brasileira ganham cada vez mais intensidade. Entre as vozes que têm se manifestado sobre os rumos da equipe comandada por Carlo Ancelotti, o ex-zagueiro Leandro Castán chamou atenção ao apontar o defensor Ibañez como uma alternativa viável para a lateral direita — uma das posições que mais geram debate entre torcedores e analistas.

Campeão da Libertadores pelo Corinthians em 2012 e com passagens pela Seleção Brasileira, Castán carrega a credibilidade de quem viveu vestiários de alto nível, tanto no futebol nacional quanto no europeu, onde defendeu a Roma por vários anos. Sua opinião, portanto, merece atenção especial neste momento de expectativa que antecede a Copa.

A questão da lateral direita: um problema recorrente

A lateral direita da Seleção Brasileira tem sido um dos pontos de maior discussão nos últimos ciclos. Desde a aposentadoria de referências históricas como Daniel Alves e Maicon, o Brasil nunca mais conseguiu consolidar um nome absoluto para a posição. Ao longo das Eliminatórias e dos amistosos preparatórios, diferentes jogadores foram testados, mas nenhum se firmou de maneira incontestável.

É nesse contexto que a sugestão de Castán ganha relevância. Ibañez, que construiu sua carreira primordialmente como zagueiro central — com destaque em clubes europeus —, possui características que, segundo o ex-defensor, podem ser aproveitadas na lateral direita em determinados contextos táticos. A robustez física, a capacidade de marcação e a experiência em ligas competitivas da Europa são atributos que, na visão de Castán, compensariam eventuais limitações ofensivas em relação a um lateral de origem.

Essa não seria, aliás, uma solução inédita no futebol mundial. Diversos treinadores de elite já recorreram à improvisação de zagueiros na lateral em competições de alto nível:

  • Philipp Lahm, originalmente lateral, foi utilizado como volante por Pep Guardiola no Bayern de Munique.
  • Sergio Ramos atuou em diversas posições na defesa do Real Madrid ao longo de sua carreira.
  • Marquinhos, na própria Seleção Brasileira, já foi deslocado de zagueiro para lateral e até para o meio-campo em momentos pontuais.

A versatilidade tática, quando bem executada, pode ser uma arma valiosa — especialmente em torneios de Copa do Mundo, onde a capacidade de adaptação costuma ser decisiva.

A confiança no trabalho de Carlo Ancelotti

Além da sugestão sobre Ibañez, Castán demonstrou confiança no trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Seleção. O ex-zagueiro reconheceu que a equipe brasileira ainda não apresentou seu melhor futebol, mas acredita que o time pode crescer ao longo da competição — um padrão que, historicamente, marca diversas campanhas vitoriosas em Copas do Mundo.

Ancelotti, um dos treinadores mais vitoriosos da história do futebol, traz consigo uma filosofia pragmática e uma capacidade comprovada de gestão de elenco. Sua experiência em competições eliminatórias de altíssimo nível — com múltiplos títulos da Liga dos Campeões — é vista como um diferencial importante para lidar com a pressão de um Mundial.

O italiano é conhecido por:

  • Adaptabilidade tática: Ancelotti raramente se prende a um único sistema, ajustando a formação conforme o adversário e os jogadores disponíveis.
  • Gestão emocional do grupo: sua habilidade em manter vestiários coesos, mesmo em momentos de crise, é amplamente reconhecida.
  • Valorização da experiência: o treinador costuma confiar em jogadores rodados para momentos decisivos, sem abrir mão de dar oportunidades a jovens promissores.

Essas características podem ser fundamentais em uma Copa do Mundo, onde o desgaste físico e emocional se acumula a cada fase. A capacidade de Ancelotti de fazer ajustes finos — como, por exemplo, escalar Ibañez na lateral direita em jogos específicos — pode ser exatamente o tipo de decisão que define uma campanha.

O Brasil pode crescer durante a Copa?

A avaliação de Castán de que a Seleção ainda não atingiu seu ápice, mas pode evoluir ao longo do torneio, encontra respaldo no histórico do futebol brasileiro. Algumas das conquistas mais marcantes do Brasil em Copas do Mundo foram construídas justamente com equipes que começaram de forma irregular e foram ganhando confiança rodada a rodada.

O próprio pentacampeonato em 2002 é um exemplo emblemático. Naquela edição, a Seleção de Luiz Felipe Scolari chegou ao Japão e à Coreia do Sul cercada de desconfiança após uma campanha turbulenta nas Eliminatórias. No entanto, o time foi se encontrando durante a competição e terminou com uma campanha invicta e o título.

Para 2026, a expectativa é que Ancelotti tenha tempo suficiente para ajustar peças e encontrar o equilíbrio ideal. A estreia do Brasil na Copa, que se aproxima, será um termômetro importante, mas não definitivo. Em torneios longos, como será esta edição — a primeira com 48 seleções —, a gestão do elenco e a capacidade de evolução contínua tendem a ser ainda mais determinantes.

O que esperar da estreia brasileira

Com a Copa do Mundo de 2026 prestes a começar, todas as atenções se voltam para as primeiras decisões de Ancelotti em campo. A definição sobre quem ocupará a lateral direita será um dos pontos mais observados, e a sugestão de Castán sobre Ibañez certamente estará no radar das análises.

Independentemente da escolha, o mais importante é que o Brasil entre em campo com uma identidade clara e com jogadores dispostos a dar o máximo. A fase de grupos será crucial para que a equipe ganhe ritmo e confiança, preparando-se para os desafios eliminatórios que virão na sequência.

Conclusão

A opinião de Leandro Castán sobre a utilização de Ibañez na lateral direita reflete um debate legítimo e relevante sobre a Seleção Brasileira às vésperas da Copa do Mundo de 2026. A confiança no trabalho de Carlo Ancelotti e a crença de que o time pode crescer durante o torneio são sentimentos compartilhados por muitos torcedores e analistas. Nos próximos dias, as respostas começarão a surgir dentro de campo. Continue acompanhando nossas análises para ficar por dentro de tudo sobre a campanha do Brasil na Copa — da escalação às táticas, passando pelos bastidores da Seleção.

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