Copa 20265 min de leitura·08 de julho de 2026

Argentina: última sul-americana viva na Copa 2026 e o sonho do bi

A Argentina é a única seleção sul-americana restante na Copa 2026. Messi lidera a busca pelo bicampeonato consecutivo, feito inédito desde 1962. Saiba mais!


Argentina: a última sul-americana viva na Copa 2026 e o sonho do bicampeonato após 64 anos

A Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, México e Canadá, vem reservando capítulos dramáticos — e um deles envolve diretamente o futebol sul-americano. Com as eliminações de Brasil, Colômbia, Paraguai, Equador e Uruguai ao longo das fases anteriores do torneio, a Argentina se tornou a única representante da América do Sul ainda viva na competição.

Liderada por Lionel Messi, artilheiro do torneio com oito gols até o momento, a atual campeã mundial segue na luta por um feito histórico: o bicampeonato consecutivo, algo que nenhuma seleção conquista desde o Brasil de 1958 e 1962 — ou seja, há 64 anos.

O peso de ser a última sul-americana na Copa

A eliminação das demais seleções sul-americanas reforça tanto o mérito da campanha argentina quanto a pressão que recai sobre os ombros do elenco comandado por Lionel Scaloni. A América do Sul, historicamente uma das forças dominantes do futebol mundial, vê agora toda a sua esperança continental depositada em uma única equipe.

Vale lembrar o contexto: o Brasil, maior vencedor de Copas do Mundo com cinco títulos, não conseguiu avançar nas fases decisivas. A Colômbia, que chegou à final da Copa América 2024 e era vista como uma das favoritas ao título, também ficou pelo caminho. O Uruguai, bicampeão mundial e sempre competitivo, foi igualmente eliminado. Paraguai e Equador completaram o quadro de eliminações sul-americanas.

Esse cenário é raro e evidencia a competitividade crescente do futebol mundial. Seleções europeias, africanas e até asiáticas vêm elevando seu nível técnico e tático, tornando o caminho de qualquer equipe até as fases finais cada vez mais árduo.

Para a Argentina, carregar a bandeira de todo um continente pode ser tanto um fardo quanto uma motivação extra. A torcida sul-americana, naturalmente, tende a se unir em apoio à Albiceleste, criando um ambiente de apoio que pode fazer diferença nos estádios dos Estados Unidos, México e Canadá.

Messi e a busca pelo recorde histórico

Se há um jogador capaz de transformar pressão em combustível, esse jogador é Lionel Messi. Aos 39 anos — completados em junho de 2026 —, o camisa 10 argentino vive o que pode ser sua última Copa do Mundo, e está fazendo valer cada minuto em campo.

Com oito gols marcados no torneio até agora, Messi ocupa a artilharia da competição, um feito impressionante para um jogador na fase final de sua carreira. A marca não apenas reforça seu status como um dos maiores da história, mas também mostra que sua capacidade de decisão permanece intacta nos momentos mais importantes.

A trajetória de Messi em Copas do Mundo é, por si só, uma narrativa cinematográfica. Após anos de frustrações — a final perdida em 2014, as eliminações precoces em 2010 e 2018 —, ele finalmente ergueu a taça no Catar, em 2022, em uma das finais mais emocionantes da história do futebol. Agora, a possibilidade de repetir o feito consecutivamente colocaria Messi em um patamar absolutamente singular.

O que significaria o bicampeonato consecutivo

O último — e único — bicampeonato consecutivo em Copas do Mundo pertence ao Brasil de 1958 e 1962. Aquela seleção brasileira, liderada por Pelé, Garrincha, Didi e Vavá, é considerada uma das maiores equipes de todos os tempos. Desde então, diversas potências tentaram repetir o feito sem sucesso:

  • Brasil (1994-1998): campeão nos EUA, perdeu a final na França.
  • França (1998-2002): campeã em casa, eliminada na fase de grupos na Coreia/Japão.
  • Itália (2006-2010): campeã na Alemanha, eliminada na fase de grupos na África do Sul.
  • Espanha (2010-2014): campeã na África do Sul, eliminada na fase de grupos no Brasil.
  • Alemanha (2014-2018): campeã no Brasil, eliminada na fase de grupos na Rússia.

O padrão é claro: a chamada "maldição do campeão" tem sido implacável. Nenhum dos últimos cinco campeões conseguiu sequer chegar à semifinal na edição seguinte. O fato de a Argentina ainda estar viva na Copa 2026 já representa, por si só, uma quebra dessa tendência histórica.

A força coletiva além de Messi

Embora Messi seja o protagonista natural, seria injusto reduzir a campanha argentina a um único jogador. A equipe de Scaloni se destaca justamente pelo equilíbrio coletivo e pela solidez defensiva que já eram marcas registradas na conquista de 2022.

O sistema tático argentino combina uma defesa organizada com transições rápidas e eficientes, aproveitando a qualidade técnica do meio-campo e a capacidade de finalização do ataque. Jogadores como Enzo Fernández, Julián Álvarez e outros nomes do elenco têm contribuído de forma decisiva ao longo do torneio, garantindo que a Argentina não dependa exclusivamente de momentos de genialidade individual.

Além disso, a experiência acumulada pelo grupo é um diferencial importante. Muitos dos jogadores que estiveram na conquista do Catar seguem no elenco, trazendo a maturidade e a mentalidade vencedora necessárias para lidar com a pressão de jogos eliminatórios em uma Copa do Mundo.

O contexto histórico do futebol sul-americano em Copas

A situação da Argentina como única sobrevivente sul-americana levanta reflexões sobre o momento do futebol no continente. Historicamente, a América do Sul dominou o cenário mundial ao lado da Europa, com nove títulos (cinco do Brasil, três da Argentina e um do Uruguai) em 22 edições da Copa.

No entanto, nas últimas edições, o domínio europeu tem se acentuado. Das últimas cinco Copas antes de 2026, quatro foram vencidas por seleções europeias (Itália em 2006, Espanha em 2010, Alemanha em 2014 e França em 2018), com a Argentina em 2022 sendo a exceção.

A eliminação precoce de tantas seleções sul-americanas em 2026 pode indicar uma tendência ou ser apenas uma particularidade deste torneio. O formato expandido para 48 seleções, adotado pela primeira vez nesta edição, trouxe novas dinâmicas e desafios que podem ter impactado as campanhas de algumas equipes.

O que esperar dos próximos jogos

Com a Argentina ainda viva na competição, os próximos confrontos devem ser decisivos para determinar se o sonho do bicampeonato consecutivo se tornará realidade. A equipe de Scaloni precisará manter o nível de desempenho que a trouxe até aqui, especialmente contra adversários que, nas fases finais, tendem a elevar significativamente seu nível de jogo.

A presença de Messi, a solidez defensiva e a experiência do grupo são trunfos importantes. Porém, como a história mostra, Copas do Mundo são imprevisíveis, e qualquer detalhe pode fazer a diferença entre a glória e a frustração.

Conclusão

A Argentina carrega sobre seus ombros não apenas a esperança de seus torcedores, mas de todo um continente. Ser a última sul-americana viva na Copa 2026 é, ao mesmo tempo, um privilégio e uma responsabilidade enorme. Com Messi brilhando como artilheiro do torneio e um elenco experiente e equilibrado, a Albiceleste tem tudo para lutar pelo bicampeonato consecutivo — um feito que, se alcançado, entrará para a história como uma das maiores conquistas do futebol mundial. Acompanhe conosco cada lance dessa jornada histórica e não perca nenhuma atualização sobre a campanha argentina na Copa do Mundo de 2026.

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